Governo do Distrito Federal
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21/06/18 às 7h00 - Atualizado em 29/10/18 às 15h37

Sua doação de sangue salva vidas

Já pensou quão bom seria se você pudesse colaborar para salvar cerca de 12 vidas a cada ano? É muito provável que a sensação de dever cumprido faria parte da sua rotina. E, sabe? Você tem essa chance. Isso porque cada doação de sangue pode ajudar até quatro vidas. Ou seja, se fizer uma doação a cada três meses pode ajudar até 12 pessoas e suas famílias.

 

Foi movida por essa informação que a atriz mineira Ninah Moreira, 27 anos, decidiu ser doadora. “Eu sempre tive vontade de doar sangue. Desde pequena me lembro de ouvir as campanhas que diziam que uma doação pode salvar até quatro vidas. E isso sempre mexeu muito comigo. Na verdade, o fato de eu conseguir salvar a vida de uma pessoa que eu não sei nem de onde é”. Ela fez a primeira doação aos 22 anos e hoje é doadora de sangue regular. “Sempre conto o período de doação e não deixo de me preparar”, conta com alegria.

 

A recomendação é que mulheres façam doações com intervalos de 90 dias (3 meses). Para homens, o intervalo entre as doações é menor: 60 dias (2 meses). O médico da Fundação Hemocentro de Brasília, Rodolfo Duarte, explica que os intervalos são necessários em ambos os casos para que a reposição dos nutrientes – principalmente o ferro – seja completa. “Essa diferença entre o homem a mulher é simples. Ela se dá porque as mulheres possuem uma menor reserva de ferro por apresentarem uma perda sanguínea mensal relacionada ao ciclo menstrual. Então para ela vai levar um pouquinho mais de tempo para o organismo dela se recuperar e juntar de novo os nutrientes necessários para que ela possa fazer uma nova doação”, esclarece Duarte.

 

O cuiabano Warny Rodrigues, 24 anos, também foi impulsionado a doar pela possibilidade de ajudar a salvar a vida de alguém. Ele ouviu que havia chances de doar sangue pela primeira vez enquanto estava no ensino médio. “No colégio onde eu estudava, nos disseram que tinha um senhor que estava muito mal. Ele fazia parte da comunidade onde estávamos. Então, eu e alguns dos meus colegas fomos ao hospital para doar. Foi muito legal saber que estava contribuindo de alguma forma. E espero poder contribuir outras vezes”, almeja.

 

É a partir de contribuições voluntárias como as da Ninah e do Warney, que os 2066 serviços de hemoterapia brasileiros cadastrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária são supridos. Eles fazem parte da Rede Nacional de Serviços de Hematologia e Hemoterapia (HEMORREDE), constituída por serviços dos setores públicos e privados, o que dá ao doador mais opções. Alguns desses serviços contemplam a coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue, seus componentes e derivados.

 

O que fazer para doar?

 

Além da vontade, são necessários alguns passos para ser doador de sangue. Um deles causa curiosidade: o peso corporal mínimo determinado em pelo menos 50 kg. “Por que isso? É porque o volume total de sangue que corre no corpo humano é principalmente baseado no peso do indivíduo. Então, como a doação gira entre 10 e 15% do sangue total que a gente tem no corpo, quando a pessoa tem menos de 50kg aquele volume padrão da doação pode significar mais do que 15%. Trazendo o risco de ela não se sentir muito bem, ou ter algum mal-estar durante ou após a doação de sangue. Então, realmente por segurança dos nossos queridos doadores é que existe a determinação que somente aqueles indivíduos com mais 50 kg de massa corporal façam a doação de sangue”, explica o médico da Fundação Hemocentro de Brasília, Rodolfo Duarte.

 

Outra condição necessária é o próprio cuidado da saúde do doador, que ele esteja saudável, sem uso de nenhum medicamento de longo prazo, seja para doenças comuns, como gripe, seja para doenças crônicas, como asma. “A medicação presente circulando no sangue pode passar para a doação e acabar interferindo no tratamento de quem precisar desse sangue.”, alerta Duarte. Porém, é importante salientar que a contraindicação à doação relacionada ao uso de medicamentos deve ser avaliada no momento da triagem clínica, por profissional treinado, procedimento que obrigatoriamente é realizado antes da doação de sangue.

 

Além disso, o doador deve ter de 16 a 69 anos, lembrando que menores de 18 anos devem levar consigo a autorização de um responsável legal. Ao procurar o hemocentro ou local de doação, o interessado deve apresentar um documento oficial de identidade com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo território nacional.

 

Vacina e doação

 

Quem toma vacina também deve esperar o tempo indicado pelo profissional que realiza a triagem clínica antes de fazer uma nova doação. No caso da vacina contra a gripe, são 48 horas. “É sempre bom lembrar que vacinação não contraindica a doação. Ela apenas impede a doação por um curto período de tempo, após a vacinação”, esclarece o médico.

 

O dia da doação

 

No dia de doar, o voluntário deve estar bem alimentado (evitando alimentos gordurosos), ter dormido por no mínimo seis horas na noite anterior à doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Também deve evitar fumar por pelo menos duas horas antes e depois da doação.

 

Quem não pode doar

 

Estão impedidos de doar pessoas com diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, mulheres grávidas ou até 12 meses após o parto, e pessoas expostas a situações de risco para doenças transmissíveis pelo sangue, como AIDS, hepatite, sífilis e doença de Chagas.

 

Como o sangue é repartido?

 

Uma vez coletado, o sangue é dividido em até 4 componentes: concentrado de hemácias (CH), concentrado de plaquetas (CP), plasma fresco congelado (PFC) e crioprecipitado (CRIO), que podem ser utilizados como produto terapêutico em até quatro pacientes diferentes. Todo sangue coletado é testado e só é liberado para uso após comprovada sua segurança.

 

É importante reforçar que as informações dadas pelos candidatos à doação no momento da triagem clínica são importantes para a segurança do próprio doador e dos pacientes que vão receber os componentes sanguíneos produzidos a partir da doação. Essa triagem é realizada por profissionais de saúde treinados e qualificados para identificar situações que contraindiquem a doação de sangue e dar orientação aos candidatos à doação.

 

 

Fonte: Manual de Orientações para Promoção da Doação Voluntária de Sangue do Ministério da Saúde, Coordenação de Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.

Fundação Hemocentro de Brasília - Governo do Distrito Federal

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